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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Desligamento emocional com amor



Desligamento não significa deixar de amar...
Significa que não posso fazer pelo outro,
aquilo que ele precisa fazer...
Desligamento não é cortar a comunicação...
É a admissão de que não posso controlar
uma outra pessoa.

Desligamento não é a facilitação,
Desligamento não é negar,
mas aceitar!!...
Desligamento não é azucrinar,rejeitar ou discutir,
porém,descobrir minhas próprias limitações e corrigi-las.
Desligamento não é ajeitar tudo de acordo com os meus desejos,
mas viver cada dia que vier,
e cuidar de mim mesmo (a) nesse dia...
Desligamento não é me arrepender do passado,
mas crescer e viver para o futuro...
enfim...

Desligar-me é temer menos
e AMAR mais!!!....


Vander Campello

Via: ♫ ★No mundo da Lu✿ ♥

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Estações da Vida


Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma Árvore que estava plantada em um distante local.

O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão, e o quarto e mais jovem, no Outono. Quando todos eles retornaram, ele os reuniu, e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.

O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes, e cheia de esperanças. O terceiro filho discordou; disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e era tão bonita, que ele arriscaria dizer que era a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.

O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas... O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore... Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de cada um ,assim como o prazer, a alegria e o amor de alguém, só pode ser medido ao final ,quando todas as estações estão completas...

Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza de seu Verão, a expectativa do Outono.... Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.

Não desista, insista através dos caminhos difíceis, e melhores tempos certamente virão de uma hora para a outra!!!

Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.(Mateus 7:1-2)

Postado por Marcelo Simões

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Hope... Resumo da Ópera


Resumo da Ópera...

Ficaria bem este título, por tudo o que vem acontecendo; seria trágico se não fosse cômico certas situações. Amo o mês de Setembro, gera um sentimento de recomeço, fidelidade, cumplicidade, é harmonioso (risos). Bobagens poéticas à parte... são inúmeras decepções para tão pouco espaço. Minha escrita talvez não consiga expor sentimentos que eu mesma duvidava te-los. Um misto de ódio e amor incondicional, um querer estar e, ficar distante. Em absoluto zelo do criador, ainda não conseguimos romper as fronteiras do meu país com a tão sonhada Angola. A não realização deste desejo, que na realidade é uma não opção da desobediência, se é que me entende. Não sei de fato o quando chorei, sonhei e orei para ir além das fronteiras. Afinal não me canso de fazer menção de o nome de Jesus. Aonde quer que eu vá. Afinal diante desta ópera sou conduzida apenas à aprender... Deus está me ensinando a caminhar. Passo a passo, fé em fé! Desistir!? Não. Eu não tenho permissão para desistir. Só rogo nestas poucas linhas que me restam, ponhe em mim o teu coração.

(Bahia, 26/set/2007).

*

Resumo da Ópera II...

Passados três meses de longas e longas noites de ansiedade e tentativas frustradas e frustrantes. Cá estou eu a descrever o resumo da ópera. Nossa vontade cada vez mais se esvaindo com o ritmo sonoro desta dança. Tanta hipocrisia e desentendimento que jamais esperei. Considerando que não sou mais uma menina, ser provada no fogo é bênção (risos). Faltam apenas dois meses para um ano de novas expectativas e não consigo fechar o enredo desta ópera. Gostaria que fosse apenas uma opereta, daquelas passageiras de um som audaz e diferente, transcendente, fora daqui...

Ainda não conseguimos os abençoados vistos. E, por fim nem passagens. Enfim, vamos aguardar pelo autor de nossa fé. Que seja feito tudo para honra e glória de Jesus!

(31/10/2007).

*

Resumo do último ato da Ópera...

Cá estou eu num frenesi de ritmos em meus pensamentos. Enfim, o fim, ou o que se parece do mesmo. Aliás, tem dias que eu simplesmente desejo ouvir o som dos meus pensamentos. Há uma esperança vaga no ar... Uma conclusão inevitável aos olhos espirituais. Enfim, temos uma Base em Luanda – Angola, na administração local. E, o porque da angústia no peito? Pergunta que só se cala, quando decidimos ouvir a voz do Espírito. Mas a angústia no ar, traz nuvens sobre os mais límpidos pensamentos. Abriu-se uma porta grande e eficaz e nós, nos posicionamos como nossos próprios inimigos e desistimos. Eu não tenho permissão para desistir... Logo, cá estou eu, no interior da Bahia, dando continuação a proclamação do Evangelho simples entre os simples. O sorriso destas crianças, trazem brilho aos mais densos abismos. Suas fraquezas e debilidades me expõem e decido. Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim. Que venham as nações...


(Bahia, 21/11/2007).

*

Quanto a deixar tudo para trás, ainda não é tudo. Volta e meia fico meditando em o quanto tenho sido fiel ao meu Deus cumprindo a palavra: “Aquele que não deixar pai e mãe por amor a mim”. E, segue-se outras palavras no mesmo contexto. A questão é nada do que presunçosamente fazemos é tudo diante do Todo-Poderoso. Dias de aprendizado contínuo, tenho tido a sensação de absoluto e intenso fraco desempenho a missão. Já estou enferma novamente, e esta fraqueza física, me aborrece. Um vazio inesperado me consome, me aborrece! Não posso estar assim na Seara do meu mestre. Cadê meu melhor sorriso? Minha paz interior? Meu vigor? Meu semblante convidativo? Aonde está meus pensamentos??? Senhor preciso recostar minha cabeça no teu peito e aguardar as instruções. Eis_me_Aqui!

*

A Cruz é o preço do meu perdão,
Haja Hope

terça-feira, 9 de junho de 2009

Letargia



"No turbilhão da
vida, não comando o destino. Esta louca corrida enfraquece meu tino. Perco o rumo da ação, fico atrapalhada. Procuro solução, estou tumultuada. Uma força maior manipula os cordéis... Pasma, quero dispor em ordem meus papéis... Luto e não consigo... Não encontro energia... Preciso de um amigo pr´a sair da letargia."
__ Mardilê Friedrich Fabre


Publicado no Recanto das Letras Código de Texto: T448009 Respeite os direitos autorais. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Mardilê Friedrich Fabre). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Os meus extremos...

**
Minha vida é pêndulo. Oscilo entre o bem que desejo e o mal que rechaço. Sei que minhas sombras não são todas ruins e minhas luzes não são todas boas.
Minha vida é sístole e diástole, fluxo e refluxo. No vai-e-vem de minhas emoções choro e rio, fico e vou. Não receio mostrar covardia e hesito nas coragens.
Minha vida é dança na encosta do abismo. Prestes a despencar, no limite do perigo, corro o risco de tornar-me o fiasco do milênio. Mesmo assim, jogo e aposto atrevidamente. Mesmo sabendo que posso ferir-me, enfrento a corda bamba.
Minha vida é estrada esburacada. Nos solavancos das crateras que se abriram pelo caminho, tento aprumar-me. Não quero perder a direção. Vou por trilhas menos pavimentadas, mas vez por outra, cansado, prefiro cortar caminho.
Minha vida é simultaneidade de satisfação e fome. Os desejos cumpridos deixam sobra, um resíduo, de desprazer. Porém, por mais que as inadequações se mostrem onipresentes, celebro contente a minha sorte.
Minha vida é, ao mesmo tempo, vitrine e caverna. Convivo com plataformas e microfones. Falo para platéias. Sou fascinado por silêncios, por alcovas. Audaz com multidões e tímido com pessoas, opto por poucas palavras. Mas, dou a mão à palmatória, falo pelos cotovelos.
Minha vida é mescla de certeza e imprecisão. As dúvidas não me abalam, mas as certezas me confundem. Gosto de questionar e não tenho medo de ficar sem resposta. Os absolutos me incomodam, os dogmas me inquietam, as exatidões me deixam suspeitoso.
Minha vida é ameaça e bênção. Consciente dos ódios que já provoquei, vivo inseguro; sempre procurando redenção. Entusiasmado com a bênção que sou, alço o vôo da águia; sempre ousando novos desafios.
Minha vida é mistura de morbidez e sede de viver. Aguardo o apagar das luzes, reconheço a iminência do meu fim. Contudo, procuro desdobrar os minutos em “nano-frações” de felicidade.
Minha vida é preocupação despreocupada. Temo as contingências, mas o insólito me entusiasma . Repito aos quatro ventos que dores e alegrias entram na fabulosa receita desta existência, que o Criador projetou livre. Não há nada mais deslumbrante que a angústia, e nada mais surpreendente que a felicidade.


por Ricardo Gondim
http://www.ricardogondim.com.br

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Choro de África


O choro durante séculos nos seus olhos traidores pela servidão dos homens no desejo alimentado entre ambições de lufadas românticas nos batuques choro de África nos sorrisos choro de África nos sarcasmos no trabalho choro de África. Sempre o choro mesmo na vossa alegria imortal meu irmão Nguxi e amigo Mussunda no circulo das violências mesmo na magia poderosa da terra e da vida jorrante das fontes e de toda a parte e de todas as almas e das hemorragias dos ritmos das feridas de África e mesmo na morte do sangue ao contacto com o chão mesmo no florir aromatizado da floresta mesmo na folha no fruto na agilidade da zebra na secura do deserto na harmonia das correntes ou no sossego dos lagos mesmo na beleza do trabalho construtivo dos homens o choro de séculos inventado na servidão em histórias de dramas negros almas brancas preguiças e espíritos infantis de África as mentiras choros verdadeiros nas suas bocas o choro de séculos onde a verdade violentada se estiola no circulo de ferro da desonesta força sacrificadora dos corpos cadaverizados inimiga da vida fechada em estreitos cérebros de máquinas de contar na violência na violência na violência O choro de África é um sintoma Nós temos em nossas mãos outras vidas e alegrias desmentidas nos lamentos falsos de suas bocas - por nós! E amor e os olhos secos. por Agostinho Neto

Palavras...



Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

por Alexandre O'Neill