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sexta-feira, 9 de abril de 2010

A morte da Florzinha de Jesus



Geralmente, mulheres fazem três coisas na igreja: cantam, dançam ou participam do "grupo de mulheres".
Não estamos acostumados a incluir mulheres em rodas de conversas que exigem o uso do cérebro, resolver assuntos sérios, processos decisivos ou falar sobre temas considerados tabu para mulheres, como sexo e solteirisse.

O preconceito de gênero, que vai dos mais moderninhos aos mais tradicionais, acontece explícito ou mascarado em atitudes pequenas.
É comum em casos de pecado sexual na igreja a mulher ficar taxada de piranha e o homem de vítima. Ela é a pomba-gira e ele o atacado, afinal, "homem tem a carne mais aflorada, tadinho". Se uma garota de 15 anos falar para sua pastora que pratica masturbação, é caso de libertação! E se a igreja fica sabendo é provável que a pobre coitada nunca mais vá arrumar um pretendente ali e se arrumar, o cara vai ser observado durante todo o namoro porque vão ter medo da profana atacá-lo. Agora se isso acontece com um garotinho, todo mundo se comove e ora pelo irmão que está sendo tentado pelo diabo...

Até quando a mulher vai ser uma coadjuvante quase inexpressiva na igreja?
Até quando até mesmo os mais ditos "liberais" vão continuar mascarando seu preconceito e medo de mulher?

Sempre quando a solteira arruma um namorado ela ganha mais importância, por que?
Creio que muitas de nós, mulheres, estamos cansadas de reuniões cristãs femininas que são apenas um curso de dona-de-casa disfarçado com adjetivos como "princesa de Jesus". Uma pessoa de 20 anos não quer saber se o marido vai querer vê-la arrumada quando ela ainda nem pensa em casamento, a realidade é outra. Queremos falar de sexo, de profissão, de problemas reais como pessoas reais que somos independente de gênero!

Quantas vezes a igreja despacha um talento em alguma área que pensam ser masculina para o grupo de dança ou para tentar tocar teclado no louvor?

Ter amizade não é sinonimo de se agrupar apenas com pessoas do mesmo sexo,
decisões seriam muito mais bem tomadas caso houvesse o consenso da racionalidade masculina com a emoção e perspectividade feminina,
grupos de amizade muito mais sólidos se não fossem tão monopolizados.

Dos pensadores que você admira, quantos são mulheres?
Quantas mulheres são conhecidas por estar no mesmo patamar de intelectualidade e relevância que homens?
Homens, não tenham medo de ter uma mulher no seu grupo. Líderes não tenham medo de colocar uma mulher em cima do altar para falar (mesmo que seja solteira).
Mulheres não são apenas dona-de-casa, bailarinas ou cantoras. Isso é o que a bíblia ensina, mas que a cultura preconceituosa /religiosa, anulou.


*ps1: Não tenho nada contra bailarinas, cantoras e dona-de-casa, apenas contra o monopólio e quando fazem isso por falta de opção e obrigação.

ps2: Meus parabéns a 2 mulheres que estão se destacando e conseguiram ter a relevância geralmente masculina: Bráulia Ribeiro e Andréa Vargas.

por Amanda
Uberlândia, MG, Brazil
cristã, publicitária, chef de cozinha anônima e DDA.

5 comentários:

Lucilene Soares disse...

Bravo! Belo texto!
...
E ainda sem contar com as que são divorciadas... o preconceito é bem maior que com as solteiras. Não sei que tipo de mulheres cristãs as pessoas e os homens em sua maioria andam observando por aí... Pois se você é solteira ou divorciada já acham que está desesperada à procura de um 'parceiro (tsic) e, que a qualquer momento será assediado(???)... Incrível a discriminação o desprezo da maioria, sem contar que se você quiser algum diálogo saudável com 'os que são casados' já julgam que serão vítimas de assedio(???). Na 'i'-greja então nem se fala quanto egoísmo; promovem festas para os casados, namorados etc... e os solteiros/divorciados que sofram as conseqüências de suas condições atuais(???).

Suelen disse...

MAgnifico!
São mulheres valorosas que estão disposta apagar o preço.

Andréa disse...

Adorei seu texto! Mas acho que existem sim locais onda a mulher é maioria, embora o preconceito seja grande. Eu frequento um lugar assim!

Anônimo disse...

Minha contribuição respeitosa ao bom tema:
1. FESTAS IGREJAS: Na igreja que frequento tem reunião dos "sós" (solteiros, divorciados, etc.).

2. MULHER E DECISÕES NA IGREJA: se a mulher deixar de priorizar o sentimentalismo (que tem o seu valor, claro), e buscar forte fundamento nas escrituras, penso que seria muito bem aceita nas decisões. Você sabe, a Bíblia é prioridade.

3. Ainda recisamos, sim, aprender sobre o AMOR nas igrejas, mas há de se ter extremo cuidado para que "o mundo" e suas práticas não entrem na igreja.

Não deve existir motivo neste mundo, por mais lindo e sensato que pareça, que nos leve a abdicar das Escrituras.

Carlos Amorim disse...

Minha contribuição respeitosa ao bom tema:
1. FESTAS IGREJAS: Na igreja que frequento tem reunião dos "sós" (solteiros, divorciados, etc.).

2. MULHER E DECISÕES NA IGREJA: se a mulher deixar de priorizar o sentimentalismo (que tem o seu valor, claro), e buscar forte fundamento nas escrituras, penso que seria melhor aceita nas decisões. Você sabe, a Bíblia é prioridade.

3. Ainda recisamos, sim, aprender sobre o AMOR nas igrejas, mas há de se ter extremo cuidado para que "o mundo" e suas práticas não entrem na igreja.

Não existe motivo neste mundo, por mais lindo e sensato que pareça, que nos leve a abdicar das Escrituras.